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Saquarema

■ Saquarema

  • População: População estimada (2018/IBGE) 33.240 pessoas
  • Previsão do Tempo / Saquarema
    Saquarema, considerada a capital nacional do surfe. A cidade guarda preciosidades arqueológicas, poesia, patrimônios arquitetônicos, centros culturais e um museu do rock. É terra de contrastes. A programação cultural continua no Centro Cultural Casa do Nós, onde acontecem oficinas variadas, espetáculos teatrais e de auditório. Em direção ao mar, as dunas de Saquarema guardam vestígios de povos primitivos que habitaram a região há 4520 anos. No Museu do Sambaqui da Beirada é possível conferir a maior exposição arqueológica a céu aberto da região. A praia de Itaúna e a majestosa igreja de Nossa Senhora de Nazareth encravada ao fundo, sobre o penhasco, manchada da espuma das ondas, certamente serviram de inspiração ao trovador.

    ■ Pontos Turísticos / Saquarema

    Igreja Nossa Senhora de Nazareth
    Finalizada em 1837 e majestosamente erguida sobre um penhasco, a Igreja Nossa Senhora de Nazareth, ou Igreja da Matriz, é um dos cartões-postais da cidade. Conta-se que, depois de uma violenta tempestade no ano de 1630, pescadores de Saquarema teriam encontrado a imagem de Nossa Senhora de Nazareth, protetora dos navegantes, em uma rede de peixes. Recolhida à casa de um deles, a estátua teria reaparecido misteriosamente no rochedo. O desfecho dessa história deu-se com a construção no local de uma igreja em homenagem à santa, em pedra e cal. Considerado um dos primeiros templos erguidos em devoção à Santa Nazareth, a Igreja possui nave única e um corredor lateral junto da torre sineira. Ao fundo fica o Cemitério Municipal, que abriga em uma pequena capela a imagem da virgem achada pelos pescadores. Foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 2001.

    Casa de Cultura de Saquarema
    Construída no século XIX, foi a primeira sede da Câmara Municipal, e prefeitura da cidade de 1841 até 1978. Possui uma exposição permanente do acervo do escritor e crítico de arte, Walmir Ayala, que morou em Saquarema. No espaço funciona a Biblioteca Municipal José Bandeira, com acervo de mais de 20 mil títulos. Seu nome é uma homenagem ao poeta José Bandeira, que compôs o Hino de Saquarema.

    A Casa de Cultura também conta com o Teatro Mário Lago, com capacidade para 162 pessoas e programação cultural variada. O teatro promove cursos de interpretação e dança e tem um espaço, a SALARTE, dedicado a exposições artísticas. No complexo cultural também acontecem cursos de pintura e artesanato.

    Feira Cultural de Saquarema
    A Feira Cultural de Saquarema reúne artistas, artesãos, pescadores e agricultores que divulgam a cultura local, produtos regionais e incrementam o agronegócio no município. Cerca de 40 barracas são montadas com artesanato, comidas típicas e produtos agropecuários. Também acontecem mostras de literatura, artes plásticas e turismo. O evento conta com apresentações de dança, teatro, concursos de moda e poesia, além de premiações. A feira entra em 2012 na quinta edição e costuma ser encerrada com os blocos de carnaval da cidade. O evento inclui uma exposição de trabalhos feitos durante o ano por alunos das escolas municipais.

    Feira de Artesanato
    A Feira de Artesanato existe há mais de 30 anos e conta com cerca de 90 artesãos e expositores. Iniciada como um evento informal, com a colação dos trabalhos artesanais no chão, hoje tem apoio da prefeitura e conta com 45 barracas ao todo. Participam artesãos de toda a cidade, mostrando a grande variedade da arte local: há joalheria em prata, bijuterias, trabalhos em couro, biscuit, cerâmica, cordoaria com sisal e folhas de bananeira, entre outros. Para participar, o artesão deve passar pelo crivo de uma comissão formada por membros da Associação de Artesãos e Expositores de Saquarema, responsável pela organização da Feira. O teste trata-se de uma demonstração da feitura de seu trabalho, que pode acontecer durante a própria feira ou com a visita da comissão à oficina do artesão.

    Mirante do Morro da Cruz
    O Mirante do Morro da Cruz possui vista espetacular, com um belo pôr do sol. De lá podem ser apreciadas três das grandes lagoas que compõem a lagoa de Saquarema. Também é possível admirar as serras da região. Onze serras fazem parte do município: Castelhana, Tingui, Mato grosso, Catimbau, Espinhaço, Coqueiro, Redonda, Portelas, Amar e Querer, Boqueirão e Palmital. A mais conhecida é a serra do Mato Grosso, que começa em Maricá, passa por Itaboraí, Rio Bonito, Saquarema e termina no município de Araruama. No Mirante encontra-se uma cruz metálica com 15 metros de altura, em memória da primeira missa celebrada no Brasil. O Mirante fica no Morro do Cruzeiro, a 2 km do centro da cidade.

    Centro de Voleibol
    Criado pela Confederação Brasileira de Voleibol, é um dos maiores e modernos Centro de Voleibol do mundo. Possui área de 108 mil m², hospedagem para até 115 pessoas, quadras de vôlei de praia, quadras polivalentes, campo de futebol, quadras de tênis, um complexo de piscinas, sala de musculação e fisioterapia, auditório e salas de reunião, restaurante, sala de tv, salão de jogos, barcos a remo com garagem , estacionamento e heliponto. No espaço há uma Sala de Troféus, com cerca de 80 troféus nacionais e internacionais que contam a história do voleibol brasileiro.

    ■ Cachoeiras

    Cachoeira Tingui
    A cachoeira Tingui é uma das mais visitadas de Saquarema. É formada por um complexo de pequenas cachoeiras, que contam em seu entorno com bares, restaurantes e acomodações para pernoite. Fica no distrito de Sampaio Correia.

    ■ Lagoas

    Lagoa de Saquarema
    A Lagoa de Saquarema é utilizada para prática de esportes náuticos e tem cerca de 17 quilômetros de extensão.

    Lagoa Vermelha
    A lagoa Vermelha, em Vilatur, a 15 quilômetros do centro da cidade, e na divisa com Araruama, é um complexo com três pequenas lagoas circundadas por um canal. Devido à alta concentração salina e à presença de hidrogênio sulfuroso, é procurada para banhos medicinais.

    Lagoa de Jacarepiá
    É a única lagoa de água doce da Região dos Lagos e uma das maiores do Brasil, a lagoa de Jacarepiá, um santuário ecológico que preserva animais em extinção, como lontras e o jacaré de papo amarelo.

    Lagoa de Jaconé
    A lagoa de Jaconé, propícia para pesca de tarrafa, possui vegetação típica de mangues e brejos. Está situada entre as lagoas Vermelha e de Jacarepiá, e o acesso é feito através de uma trilha leve, em Vilatur.

    ■ Praias 

    Praia de Itaúna
    A praia de Itaúna, apelidada de “Maracanã do surfe”, tem ondas que chegam a três metros de altura e extensão de dois quilômetros. É margeada por casuarinas e vegetação rasteira, e ali acontecem importantes competições de surfe nacionais e internacionais. Apesar do mar forte, famílias dividem espaço com as pranchas na Praia da Vila, cheia de quiosques e bares ao longo da orla.

    Praia da Prainha 
    Localizada no centro da cidade, entre as praias da Vila e Itaúna, a Prainha encanta por ser uma praia pequena, cercada de pedras.

    Praia de Massambaba
    Localizada em área de preservação ambiental e possui cerca dez quilômetros.

    Praia de Vilatur
    A dez quilômetros do centro da cidade, oferece cenários privilegiados, pela proximidade com lagoas e trilhas em vegetação de restinga.

    Praia de Jaconé
    Com cerca de sete quilômetros de extensão, tem pedras próximas à arrebentação que atraem peixes e oferecem condições para a pesca esportiva.

    ■ Como Chegar / Saquarema

    De Carro:
    Para quem vem do Rio de Janeiro, acesso pela ponte Rio-Niterói, estrada Niterói-Manilha (até Rio Bonito) e RJ-124 (Via Lagos);
    Para quem vem de São Paulo, acesso pela BR-116 e RJ-124;
    Para quem vem de Belo Horizonte, acesso pela BR-040 e RJ-124;

    De Ônibus:
    A viação 1001 (www.autoviacao1001.com.br) possui ônibus partindo do Rio de Janeiro e Niterói em direção à Saquarema;

    ■ Mapa de Satélite / Saquarema

    ■ Fotos / Saquarema

    n/d

    ■ História / Saquarema

    Segundo os historiadores, em 1530, D. João III, rei de Portugal, reconhecendo que o sistema de ‘exposições’ para guardar as costas do Brasil exigia grandes sacrifícios e não apresentava resultados satisfatórios, por falta de pontos onde se provesse de mantimentos e de homens, resolveu fundar uma colônia nas margens do rio da Prata, donde Caboto acabava de voltar, mal sucedido.
    Para levar a bom término esse intento, mandou organizar uma frota composta de 2 naus, 1 galeão e 2 caravelas, tendo como tripulantes e passageiros cerca de 400 pessoas.
    Por força de uma Carta Régia datada de 20 de novembro de 1530, D. João III confiou a direção dessa frota a Martim Afonso de Souza, dando-lhe poderes extraordinários, entre os quais, o de ‘tomar posse e colocar marcos em todo o território até a linha demarcada’.
    A frota zarpou do porto de Lisboa em 3 de dezembro de 1530, chegando à baía de Todos os Santos, depois de desmembrada de uma parte que se dirigiu para o norte, em 13 de março de 1531. No dia 17 deste último mês, Martim Afonso de Souza reiniciou sua viagem para o sul. Passados dias, após contornar o Cabo Frio, fundeou no ‘Costão’, em frente ao antigo ‘Morro do Sambaqui’, hoje conhecido pelo nome de ‘Morro do Canto’, situado próximo à ‘Barra Nova’.
    Nesse local, encontrou Martim Afonso de Souza regular número de índios da tribo dos Tamoios, obedientes à chefia de um índio denominado ‘Sapuguaçu’. Habitavam os índios em choças construídas em troncos de árvores e cobertas com palhas de tábua ou pita. Suas embarcações, feitas de um só tronco, eram ligeiríssimas, causando pasmo aos devassadores, a rapidez e perícia com que eram dirigidas.
    Abastecidos os seus navios, de água, lenha e frutos nativos, prosseguiu Martim Afonso de Souza sua viagem, abandonando as plagas de ‘Socó-Rema’, denominação dada pelos indígenas, segundo reza a tradição, à zona lacustre, em virtude da existência nela observada de numerosos bandos de aves pernaltas, conhecidas pelo nome de socós.
    Quatro anos após essa visita, o rei D. João III, buscando uma solução menos dispendiosa para o problema de colonização do Brasil, resolveu dividi-lo em Capitanias Hereditárias.
    Foi devido à concretização desse desejo real que as terras do atual município de Saquarema, no ano de 1534, passaram a pertencer a Martim Afonso de Souza, por se encontrar dentro dos limites fixados para a Capitania de São Vicente, a ele doada nesse ano.

    Formação Administrativa
    Freguesia criada com a denominação de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema por Alvará de 12-01-1755, subordinado ao município de Cabo Frio.
    Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema.
    Pela Lei Provincial n.º 238, de 08-05-1841, foi desmembrado de Cabo Frio. Constituído do distrito sede. Instalado em 13-11-1841.
    Pelo Decreto Provincial n.º 1.128, de 06-12-1859, a Vila de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema foi extinta sendo seu território anexado ao da vila de Cabo Frio.
    Elevada novamente à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema, pelo Decreto Provincial n.º 1.180, de 24-07-1860, com território desmembrado dos municípios de Cabo Frio e Araruama. Reinstalada em 29-01-1861.
    Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Saquarema pelo Decreto Estadual n.º 28, de 03-01-1890.
    Pela Deliberação Estadual de 25-07-1891 e pelos Decretos Estaduais n.º 1, de 08-05-1892, e n.º 1-A, de 03-06-1892, são criados os distritos de Mato Grosso e Palmital e anexados ao município de Saquarema.
    Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Mato Grosso e Palmital. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
    Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15-12-1938, o distrito de Palmital passou a denominar-se Bacaxá.
    No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Mato Grosso e Bacaxá.
    Pelo Decreto Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943, o distrito de Mato Grosso passou a denominar-se Maranguá.
    Pelo Decreto n.º 1.577, de 22-01-1946, o distrito de Maranguá passou a denominar-se Sampaio Correia.
    No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948 o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Bacaxá e Sampaio Correia.
    Em divisão territorial datada de I-VII-1960 o município é constituído de 3 distritos: Saquarema, Bacaxá e Sampaio Correia. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.

    Fonte
    Saquarema (RJ). In: ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. v. 22. p. 428-432. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv27295_22.pdf. Acesso em: jan. 2016.

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