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Salinópolis

■ Salinópolis

  • População: População estimada (2018/IBGE) 27.762 pessoas
  • Previsão do Tempo / Salinópolis

Salinópolis no estado do Pará é uma cidade famosa por seus rios e praias de água doce, Salinas é à entrada da “Amazônia Atlântica”, um de mangue com a beleza natural das praias oceânicas. Também chamada de Salinas, a cidade tem vários pontos turísticos, como as praias desertas na Vila de Cuiarana, o Lago da Coca-Cola, a Orla do Maçarico, a fonte de água mineral de Caranã, igarapés e dunas de areia. Por causa de suas inúmeras praias, Salinópolis, é o paraíso para os amantes do surfe e da pratica de esportes aquáticos.

Salinópolis, também conhecido como Salinas, é um município paraense que faz fronteira com os municípios de São João de Pirabas (leste e sul) e Maracanã (oeste e sul), sendo banhado ao norte pelo Oceano Atlântico. Distante de Belém, capital do Estado, 214 km, o município tem sua economia baseada no turismo e na pesca.

Salinópolis é um dos balneários preferido dos belenenses, que no mês de julho lotam a cidade. As praias possuem areia fina e branca, com águas de uma tonalidade verde-acinzentada, devido aos sedimentos carregados pelo rio Amazonas . Na Ilha do Atalaia, localizada a 12 km do centro da cidade, estão localizadas as praias do Atalaia e do Farol Velho que, juntas, possuem mais de 20 km de extensão.

■ Pontos Turísticos / Salinópolis

Mercado Municipal do Porto Grande
Localiza-se na Av. Almirante Barroso, nas proximidades do centro da
cidade. Possui um grande peixe no alto, criado pelo Sr. Gelson, artista plástico da cidade. Lá são comercializados os principais peixes da região, além de caranguejos e camarões. Na parte externa, encontram-se algumas barracas padronizadas onde ficam as tapioqueiras, que preparam tapiocas na hora. O local é ideal para quem quer conhecer e tomar um café-da-manhã típico paraense.

Ilhas

As ilhas ao redor de Salinas são uma opção de passeio.

Nesses lugares, o destaque fica por conta de paisagens exuberantes e intocadas, da rica fauna e flora, além da tranquilidade que oferecem. As ilhas mais próximas abrigam a Praia Marieta (Ilha do Marco) e a Praia de Maria Baixinha (Ilha de Itaranajá). Uma outra alternativa é a Ilha do Pilão, com praias praticamente desertas.

As ilhas servem de berçário para o guará, uma ave cuja plumagem apresenta uma tonalidade vermelha muito forte. Um verdadeiro encanto aos olhos! Para chegar às ilhas é preciso pegar um barco no vilarejo de Cuiarana ou no centro de Salinas.

Fonte do Caranã
Nessa importante área de conservação, você encontra inúmeras espécies de árvores e plantas nativas. Uma caminhada pelo bosque proporciona um agradável contato com a natureza. No local, costumam acontecer manifestações da cultura popular como o carimbó.

O espaço ainda abriga uma fonte de água mineral (água fresca, doce e gratuita) bastante apreciada por moradores, que a buscam com certa frequência, e turistas. Conta a lenda, que uma sapa (que seria a “mãe do rio”) protege a fonte, sendo preciso pedir licença antes de retirar a água.

Faróis
Os faróis de Salinópolis possuem importância histórica, que remonta aos
idos do século XVII, quando Salinópolis fazia parte da Capitania do Maranhão, que tinha como Governador e Capitão Geral André Vidal de Medeiros, que ficou famoso pela resistência pernambucana contra o domínio holandês. A cidade foi então escolhida para abrigar uma atalaia, espécie de guarita construída para avisar os navegantes que percorriam o caminho Belém-Maranhão qual direção seguir. Na época, ao invés de faróis, utilizava-se o sistema de fogueiras para orientar os navios que passavam pela região.

Vila de Cuiarana
O acesso se dá a partir da estrada PA-124, chegando-se uma estrada
asfaltada e em boas condições de uso pela qual se chega ao Porto de Cuiarana após cerca de 20 minutos. O porto é uma rampa pública utilizado essencialmente para a atividade pesqueira, não dispondo de estrutura de apoio e serviços ao turista e não possuindo local adequado para estacionar carros e ônibus.

Porto de Cuiarana
A partir desse porto é possível chegar à Ilha de Itaranajá, bem como a outras ilhas que já não pertencem ao município de Salinópolis.
O acesso é realizado apenas através de barco, e o caminho passa por
imensas áreas de manguezais, onde é possível avistar diversos pássaros, com destaque para os guarás. Por se tratar de uma região onde a atividade da pesca é bastante marcante, é possível encontrar também diversos pescadores em atividade. Convém ressaltar que é preciso tomar cuidado com as oscilações da maré, que variam bastante na região e chegam a impedir o deslocamento dos barcos.

De acordo com o Diagnóstico da Pesca e da Aquicultura no Estado do Pará, realizado em 2008, a pesca esportiva na Vila de Cuiarana é realizada com iscas artificiais de superfície, meia-água, de silicone, de camarões, shads e jumping jigs e com iscas naturais inteiras e vivas, capturadas no próprio local de pesca pelos guias locais com auxílio de tarrafas. As espécies mais procuradas, pelos pescadores esportivos, são predominantemente a Pescada Amarela e a Corvina.

Saindo dessas três regiões principais, há alguns atrativos que se localizam
em diversos pontos da cidade, tais como:

Igarapé do Tubão
Localiza-se em estrada de terra, a partir da PA-124, próximo do aeroporto
da cidade. Trata-se de um igarapé de águas límpidas e escuras, propício à
realização de banhos. Possui um quiosque ao lado, mas não conta com estruturas adequadas para receber visitantes.

Lago do Pedalinho
Está localizado nas proximidades do centro da cidade. Trata-se um grande lago com estrutura para passeios de pedalinho, mas atualmente encontra-se fechado.

Fonte do Caranã
É a fonte de água mineral que foi responsável por atribuir à cidade o titulo de estância hidromineral. Está inserida em uma pequena área fechada, que contém diversas árvores e quiosques voltados para o lazer. Os moradores utilizam esta água para consumo, havendo pessoas coletando-a durante todo o dia.

■ Praias / Salinópolis

Praia de Atalaia
Possui cerca de 20 quilômetros de extensão e é a mais conhecida e
frequentada tanto por moradores quanto pelos visitantes. Ao longo de sua orla, apresenta uma grande oferta de estabelecimentos de alimentação, formada quiosques construídos em palafitas sobre a areia da praia. A grande oscilação da maré da praia do Atalaia faz com que amplas
extensões de areia firme estejam aparentes durante parte do dia, o que faz com que carros e até ônibus de linha regular trafeguem na areia.
Em função da ampla faixa de areia existente na praia durante parte do dia, moradores e visitantes costumam passar o dia em mesas fornecidas por algum quiosque, geralmente colocadas ao lado dos carros.

Praia do Farol Velho
Do outro lado da praia do Atalaia, à esquerda do acesso principal à praia,
tem-se uma enorme curva com formações rochosas, que dá acesso à Praia do Farol Velho. O acesso mais fácil é feito por ruas de terra, a partir da rua principal, asfaltada. Após cerca de 10 minutos de carro, passando por diversos condomínios e casas de veraneio, encontra-se alguns acessos à praia do Farol Velho.  É possível também entrar de carro na praia, mas a maré nesse trecho não permite que os veículos fiquem estacionados, pois a extensão da parte de areia é menor que a do Atalaia.

Nesse trecho tem-se a possibilidade de caminhar até a Ponta do Farol
Velho, de onde é possível avistar a praia do Maçarico. Há diversas casas de veraneio beirando a orla. Dessa forma, essa praia apresenta um ambiente mais familiar e tranqüilo, mas não há estabelecimentos de alimentação, como quiosques e barracas, apenas ambulantes. Quando a maré está baixa, é possível ver os restos da construção do Farol Velho, que ainda permanecem enterrados na areia. A partir da estrada principal, é possível também, indo na direção contrária à praia do farol Velho, chegar até o Lago da Coca Cola.

Lago da Coca Cola
O lago recebeu essa denominação por causa da cor escura de sua água.
Possui águas límpidas, mas permanece seco durante metade do ano. É envolto por vegetação arbustiva e rodeado por duas dunas, onde é possível realizar atividades esportivas, como o ski de areia. Caminhando sobre a maior duna, é possível chegar a outros dois lagos, o Lago Caranãs e da Pirapema.

Praia do Maçarico
Oferece um extenso calçadão e uma orla repleta de bares e restaurantes. Agora, se você prefere um lugar mais isolado, a alternativa é visitar o vilarejo de Cuiarana e as ilhas ao redor. Outras dicas de praias são a do Farol Velho e da Corvina.

Ponta dos Cocais
Trata-se de uma encosta com uma área de mangue do lado direito, e
algumas ilhas do lado esquerdo, como a Ilha de Itaranajá e Coroa Nova (essa última já no município de São João de Pirabas).

Na paisagem visualizamos alguns currais no mar, que são armadilhas de
pescadores formadas por grandes estacas encravadas na areia, e cujo
mecanismo de funcionamento segue as oscilações da maré. Caminhando sobre a área de mangue no pé da encosta tem-se contato com uma lama sulfurosa, cujos componentes, dizem os moradores, fazem bem à pele. Passando essa área de mangue, avista-se um imenso coqueiral, que se constitui em propriedade particular.

Praia do Maçarico
Nas áreas de mangue ainda é possível avistar alguns ninhais de garças e
guarás, bem próximos às ruas. Em uma parte de sua extensão, recentemente foi construída a Orla do Maçarico, que apresenta uma grande oferta de estabelecimentos de alimentação, além de pistas de cooper, estacionamento e um posto de informações turísticas.

Os restaurantes e lanchonetes funcionam, em sua maioria, apenas na alta estação. O artista plástico Gelson foi o responsável por construir as esculturas da fauna paraense expostas pela orla. Destaca-se que a orla foi construída a certa distância da areia, sendo intermediada por uma extensa área de mangue. Dessa forma, apenas em alguns pontos dessa orla é possível o acesso à praia.

Praia das Corvinas
Ao final da Orla do Maçarico há uma pequena ponte de concreto, em
péssimo estado de conservação, que atravessa o mangue e dá acesso à Praia das Corvinas.  A praia tem uma área extensa, com enormes bolsões de areia oscilando com a maré. É possível realizar caminhadas e pode-se contemplar o pôr-do-sol. Porém, a praia não é iluminada à noite.No percurso também é possível observar espécies de flora e fauna típicas das áreas amazônicas litorâneas, como o agiru, agiru preto, tinteiros, siriúbas, além de espécies de aves como guarás, garças e maçaricos. Por não possuir infraestrutura de apoio, a praia não recebe muitos fluxos de turistas. Também se deve mencionar que a maré traz bastante lixo para
essa região, o que pode ser visualizado durante o percurso, interferindo na experiência de visitação.

Praia de Maria Baixinha
O Mercado Municipal Porto Grande, localizado nas proximidades do
centro da cidade, dá acesso a essa praia que se encontra a cerca de 20 minutos em embarcação regional.

■ Como Chegar / Salinópolis

De Carro:
Por meio rodoviário a partir da capital do Estado, que se faz pela rodovia BR-316 e PA-124, em estrada pavimentada em bom estado de sinalização e pavimentação asfáltica. A viagem para Salinópolis tem a duração média de 2h45.

De Ônibus:
A cidade dispõe de uma estação rodoviária, denominada Engenheiro Luiz Alves, localizada à Avenida Miguel de Santa Brígida, S/Nº. A empresa de Transportes Boa Esperança atua no município, atendendo diversos roteiros, colocando horários extras para Belém, de acordo com a  necessidade. Em termos de transporte rodoviário o município também conta com o serviço de um sistema de transporte alternativo intermunicipal por cooperativas, com micro ônibus, nos moldes dos serviços de lotação.

De Avião:
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De Navio:
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■ Mapa de Satélite / Salinópolis


■ Fotos / Salinópolis

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■ História / Salinópolis

O ATUAL cidade de Salinópolis, localizada na zona fisiográfica do Salgado, teve início no governo de André Vidal de Negreiros, na época, Capitão-General dos Estados do Maranhão e Pará. A sua origem histórica remonta a 1656, quando Negreiros incumbiu o Capitão-Mor do Pará, Feliciano Correa, de estabelecer uma atalaia para indicar a estrada da Barra de Belém, por meio de tiros de canhão. Essa iniciativa tinha como objetivo, previnir o sinistros de afundamento de embarcações nos recifes da costa paraense.

O projeto fora implantado numa ponta saliente de terra numa ilha contígua à baia de Virianduba. Com isso, a região prosperou e, pouco tempo depois, já estava formado alí, o povoado que determinou-se Salinas, por ter existido uma salina no litoral desse território, cuja exploração datou dos idos coloniais.

Em 1781, a localidade adquiriu categorias de Freguesia com o nome de Nossa Senhora do Socorro de Salinas e também de Vila, que foi extinta, em 1833.

Em 1882, Salinas foi elevada a município, cuja instalação ocorreu em 1884. Obteve ainda, foros de Cidade, em 1901. Entretanto, no ano de 1930, o município sofreu nova extinção, ficando o seu território anexado ao de Maracanã, até 1933, quando ocorreu sua emancipação político administrativa. Em virtude da legislação federal proibir a duplicidade de nomes de cidades e vilas, em 1943, Salinas passou a chamar-se Salinópolis. O topônimo de origem portuguesa, significa “cidade de Salinas”. Aos habitantes locais dá-se a denominação de “salinopolitanaos”.

Gentílico: salinopolitano ou salinense

Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Salinas, pela lei provincial nº 1081, de 02-11-1882, desmembrado do município de Maracanã ex-Cintra. Instalado em 1884.
Elevado à categoria de cidade e sede municipal com a denominação de Salinas, pela lei estadual nº 797, de 22-10-1901.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Salinas e São João de Pirabas.
Pelos decretos estaduais nºs 6, de 04-11-1930 e 78, de 27-12-1930, o município de Salinas é extinto, sendo seu território anexado ao município de Maracanã.
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Salinas, pelo decreto nº 1002, de 29-06-1933, desmembrado de Maracanã.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.
Em divisão territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Salinas, Japerica e São João de Pirabas.
Pelo decreto estadual nº 31-03-1938, o município adquiriu o extinto distrito de São João de Pirabas.
Pelo decreto-lei estadual nº 4505, de 30-12-1943, o município de Salinas passou a denominar-se Salinópolis.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Salinópolis é constituído de 3 distritos: Salinópolis, Japerica e São João de Pirabas.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Salinópolis, Japerica e São João de Pirabas.
Pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, desmembra de município de Salinópolis os distritos de Japerica e São João de Pirabas. Para formar o novo município de Primavera.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alteração toponímica municipal
Salinas para Salinópolis alterado, pelo decreto-lei estadual nº 4505, de 30-12-1943.
Fonte
IBGE

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